Risco elétrico lidera análise da IPAF e vira prioridade no planejamento

Risco elétrico lidera análise da IPAF e vira prioridade no planejamento

Relatório Global de Segurança 2026 aponta queda de 24% nas fatalidades e coloca proximidade de redes energizadas no topo da agenda técnica.

Risco elétrico lidera análise da IPAF e vira prioridade no

A IPAF divulgou em 2 de setembro de 2026 o Relatório Global de Segurança 2026, com análise dos registros enviados ao seu portal global ao longo de 2025. O documento cruza dados de 2016 a 2025 e destaca as tendências do último ano.

O contato com energia elétrica aparece como principal causa de ocorrências fatais e graves com acesso motorizado em 2025. Foram 28 registros nessa categoria, vindos de seis países, sendo que 71% deles tiveram origem nos Estados Unidos.

“Não podemos permitir que este progresso conduza à complacência”— Brian Parker, Head of Safety & Technical da IPAF

O balanço geral do ano indica melhora. Foram 170 registros de incidentes fatais e graves, 15% menos que os 201 de 2024, e as fatalidades caíram 24%, de 100 para 76, segundo a IPAF.

O total de pessoas envolvidas em ocorrências chegou a 192, redução de 9% na comparação anual. Os relatos vieram de 25 países, um a menos que no ano anterior.

Por ambiente, canteiros de construção concentraram 37% dos casos, seguidos por outros com 14%, arboricultura com 13% e atividade de locação com 13%. As categorias de PEMT mais citadas foram a 3b, com 26%, e a 3a, com 25%.

Entre as demais causas, quedas da plataforma tiveram alta de 14% nos registros, com fatalidades 24% menores. Aprisionamento caiu 68% em registros e tombamentos recuaram 58%, ambos com forte queda nas mortes.

O relatório também sinaliza pontos de atenção que cresceram. Ocorrências com plataforma de trabalho sobre mastro e elevador de construção subiram 200% em registros, e as fatalidades ligadas a atropelamento por veículo ou máquina aumentaram 125%.

A IPAF aponta que os números devem orientar reforço de planejamento, supervisão e formação de operadores e encarregados de linha de frente. A entidade defende a continuidade do compartilhamento voluntário de dados para direcionar esforços de prevenção.

O relatório completo e o webinar de lançamento estão disponíveis nos canais oficiais da IPAF.

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