Locação de equipamentos no Brasil deve chegar a R$ 56,7 bilhões em 2027

Locação de equipamentos no Brasil deve chegar a R$ 56,7 bilhões em 2027

Estudo da KPMG encomendado pela ANALOC aponta crescimento de 7% neste ano e no próximo, com 50 mil plataformas elevatórias na frota nacional.

Locação de equipamentos no Brasil deve chegar a R$ 56,7 bilhões em

O mercado brasileiro de locação de equipamentos deve crescer 7% neste ano e também no próximo, chegando a um valor total de R$ 56,7 bilhões em 2027. A projeção é de um estudo da KPMG encomendado pela ANALOC, associação brasileira do setor de locação.

O levantamento é apontado como o primeiro retrato detalhado desse mercado no país. Segundo a publicação International Rental News, o trabalho usou a mesma metodologia econômica que a KPMG aplica nos relatórios da European Rental Association, o que torna os números diretamente comparáveis aos europeus.

“As tendências globais que impulsionam a locação chegaram ao Brasil.”— Paulo Esteves, presidente da ANALOC

A comparação surpreende: o mercado brasileiro é maior que o do Reino Unido, o da Alemanha e o da França, e quase o dobro do conjunto dos países nórdicos. A taxa composta de crescimento anual projetada entre 2022 e 2027 é de 11%.

O estudo estima mais de 50 mil empresas de locação em atividade no Brasil. A construção civil responde por 60% do movimento do mercado, mas o relatório destaca a penetração crescente da locação fora do setor.

O recorte de frota traz números expressivos. São cerca de 75 mil escavadeiras, 55 mil caminhões fora de estrada, 50 mil plataformas elevatórias, 50 mil grupos geradores e 1.000 manipuladores telescópicos.

Sobre os R$ 49 bilhões atuais, aproximadamente metade vem da chamada linha amarela. Empilhadeiras industriais, plataformas elevatórias, andaimes, elevadores de carga e gruas somam mais de 25% do total.

Paulo Esteves, presidente da ANALOC, classificou a publicação como um passo histórico para o setor no Brasil. Ele associa o avanço à alocação de capital no core business dos clientes, à flexibilidade operacional e ao acesso a novas tecnologias.

Monica Zambolini, presidente da ALEC, entidade do segmento de equipamentos leves, escreveu no prefácio que em 2012 o país tinha cerca de 4.000 operações de locação de equipamentos leves. Hoje, segundo ela, são mais de 30 mil empresas. O autor principal do relatório é Martin Seban, da KPMG.

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