Radar anticolisão para tesouras entra na pauta da segurança em altura
Sistema apresentado pela Sinoboom combina sensor ultrassônico e LiDAR, alerta em dois estágios e restringe os movimentos da plataforma a menos de 1 m do obstáculo.
Radar anticolisão para tesouras entra na pauta da segurança em altura
O risco de esmagamento contra estruturas no alto voltou ao centro do debate técnico em plataformas elevatórias. A Sinoboom apresentou um sistema de prevenção de colisão voltado a plataformas tesoura e individuais, segundo publicação do Access Briefing em 24 de setembro de 2026.
Chamado de Collision Avoidance Radar System (CARS), o conjunto é instalado no guarda-corpo da cesta, em caixa compacta, e se conecta à unidade de controle do equipamento. A proposta declarada é atacar pontos fracos conhecidos desse tipo de solução: ângulos cegos de detecção, alarmes falsos em excesso e dificuldade de adaptação a cenários diferentes.
O funcionamento é escalonado. No primeiro estágio, com obstáculo detectado entre 1 m e 2 m acima da cesta, o módulo aciona indicador luminoso intermitente e alarme sonoro, somados ao alarme próprio da plataforma.
No segundo estágio, quando a distância cai para menos de 1 m, elevação e translação passam a ser automaticamente restringidas, com os alarmes visuais e sonoros mantidos. Em sistemas de controle mais recentes, os movimentos já são desacelerados ainda no primeiro estágio.
A parte técnica combina dois sensores. Um ultrassônico, com cobertura angular de mais ou menos 20 graus, trabalha junto a um LiDAR com detecção de 0 a 3 m, arranjo que, segundo o fabricante, reduz em 50 por cento os erros de medição a curta distância.
Há ainda calibração por botão único: a distância do alarme primário pode ser ajustada entre 0,6 m e 2,5 m conforme a estatura do operador, e o alarme secundário estende automaticamente a zona de amortecimento de 1 m. Um modo de contorno temporário permite seguir operando enquanto o botão é pressionado, com a proteção restabelecida ao soltá-lo.
A publicação informa que o sistema foi desenvolvido para ser compatível com sistemas de controle antigos e recentes da própria fabricante, o que viabilizaria aplicação em frotas já em campo. A experiência de operação muda um pouco entre as duas gerações, mas a lógica de detectar obstáculo e frear o movimento é a mesma.
Para locadoras e gestores de frota, o ponto prático é que a solução dispensa estruturas físicas de proteção sobre a cesta, que costumam criar problemas de altura livre em galpões e áreas internas com pé-direito limitado.