Manitou revisa projeção de 2026 para alta de até 8,0% na receita
Grupo francês fechou o primeiro semestre com receita 12,0% maior, carteira de pedidos de 1,092 bilhão de euros e avanço na linha elétrica.
Manitou revisa projeção de 2026 para alta de até 8,0% na receita
O Grupo Manitou aprovou as demonstrações financeiras consolidadas do primeiro semestre de 2026 e revisou para cima suas projeções anuais. A receita do período cresceu 12,0%, com aceleração no segundo trimestre, que registrou alta de 15,6%, segundo comunicado reproduzido pela Revista M&T.
A Europa foi apontada como o principal motor do desempenho, com crescimento de 16,6%. O grupo atribui o resultado à demanda dos setores de locação e agrícola.
“O desempenho financeiro deste semestre demonstra nossa capacidade de recuperar nossas margens”— Sylvain Blaise, presidente e CEO do Grupo Manitou
O resultado operacional recorrente somou 87 milhões de euros, o equivalente a 6,1% da receita, com aumento de 22 milhões de euros na comparação com o primeiro semestre de 2025. A empresa credita a melhora ao desempenho em compras e à eficiência industrial.
Nem todas as regiões seguiram o mesmo ritmo. A companhia cita desafios na América do Norte por conta de tarifas e menciona a região LAPAM afetada pela concorrência asiática e por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
A carteira de pedidos encerrou o semestre em 1,092 bilhão de euros, volume que, segundo o grupo, garante visibilidade de aproximadamente seis meses para as vendas de máquinas.
No capítulo de eletrificação, ligado à estratégia batizada de LIFT 2030, o grupo informou as primeiras entregas de manipuladores telescópicos elétricos, os modelos MT 1440 e e MT 1840 e. Também citou a joint venture HM Battery Solutions, criada com a Hangcha em Le Mans para reforçar o fornecimento de baterias de íon-lítio.
Com o desempenho do semestre e a carteira firme, a projeção de crescimento de receita para 2026 passou de 5% para uma faixa entre 6,5% e 8,0%. A margem operacional recorrente estimada subiu de 5,0% para algo entre 5,3% e 5,6%.
O próprio grupo pondera que as perspectivas consideram a gestão de pressões sobre preços de matérias-primas e seguem sujeitas a um cenário macroeconômico e geopolítico incerto.